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	<title>Notícias IBAS e portal de mídia – Índia, Brasil e África do Sul &#187; Índia</title>
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		<title>Uma senten&#231;a saud&#225;vel desde a &#205;ndia</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 10:12:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comércio e desenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Gustavo Capdevila Genebra, Su&#237;&#231;a, 5/4/2013 (IPS) &#8211; A decis&#227;o da &#205;ndia de n&#227;o modificar sua lei de patentes, como pretendia o laborat&#243;rio Novartis para proteger seu medicamento Glivec, &#233; uma vit&#243;ria de todo o mundo em desenvolvimento, que depende dos medicamentos gen&#233;ricos que esse pa&#237;s produz a pre&#231;os acess&#237;veis, destacou o sanitarista Germ&#225;n Vel&#225;squez. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Gustavo Capdevila</p>
<p><strong>Genebra, Su&iacute;&ccedil;a, 5/4/2013 (IPS) &#8211; A decis&atilde;o da &Iacute;ndia de n&atilde;o modificar sua lei de patentes, como pretendia o laborat&oacute;rio Novartis para proteger seu medicamento Glivec, &eacute; uma vit&oacute;ria de todo o mundo em desenvolvimento, que depende dos medicamentos gen&eacute;ricos que esse pa&iacute;s produz a pre&ccedil;os acess&iacute;veis, destacou o sanitarista Germ&aacute;n Vel&aacute;squez.                        </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16417"></span></p>
<p>A conquista comemorada por este especialista colombiano, conselheiro especial do Centro do Sul, &eacute; a senten&ccedil;a divulgada no dia 1&ordm; pelo Supremo Tribunal da &Iacute;ndia, rejeitando o recurso apresentado em 2009 pela multinacional farmac&ecirc;utica Novartis, de origem su&iacute;&ccedil;a.</p>
<p>Com sede em Genebra, o Centro do Sul &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o intergovernamental que envolve mais de 50 pa&iacute;ses em desenvolvimento e se dedica &agrave; an&aacute;lise dos problemas nessas na&ccedil;&otilde;es. Vel&aacute;squez, que trabalhou por mais de 20 anos na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), exp&ocirc;s &agrave; IPS seu ponto de vista sobre esse processo tramitado nos tribunais de Nova D&eacute;lhi e sobre suas consequ&ecirc;ncias para os pa&iacute;ses em desenvolvimento.</p>
<p>IPS: Como interpreta a senten&ccedil;a do Supremo Tribunal da &Iacute;ndia?</p>
<p>GERM&Aacute;N VEL&Aacute;SQUEZ: H&aacute; problemas com a informa&ccedil;&atilde;o que est&aacute; sendo divulgada. Quase todo o mundo diz que a &Iacute;ndia rejeitou a patente do Glivec. Isso &eacute; verdade, mas n&atilde;o &eacute; isso o que diz a senten&ccedil;a.</p>
<p>IPS: Ent&atilde;o?</p>
<p>GV: O X da quest&atilde;o &eacute; a ratifica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios fixados pela lei indiana para aprovar a patente de um rem&eacute;dio. Isto &eacute;, se cumpre os requisitos de apresentar uma inova&ccedil;&atilde;o, ou n&atilde;o.</p>
<p>IPS: Como explica a quest&atilde;o?</p>
<p>GV: Tudo come&ccedil;a com a ado&ccedil;&atilde;o do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados com o Com&eacute;rcio (ADPIC), um dos tratados estabelecidos ao mesmo tempo em que nascia, em 1995, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC). A &Iacute;ndia foi, ent&atilde;o, o &uacute;nico pa&iacute;s em desenvolvimento que utilizou todo o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o para aplicar o ADPIC, at&eacute; 2005, quando promulgou sua lei de patentes.</p>
<p>IPS: O que ocorreu com os pedidos de patentes apresentados durante essa d&eacute;cada de transi&ccedil;&atilde;o?</p>
<p>GV: Foram se acumulando at&eacute; somar cerca de dez mil, e apenas em 2005 o escrit&oacute;rio de patentes come&ccedil;ou a examin&aacute;-las. Entre elas figurava o Glivec. Mas os novos crit&eacute;rios normativos resultaram ser mais r&iacute;gidos, como o que indica que a inova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode consistir em uma mudan&ccedil;a menor em uma mol&eacute;cula, mas tem que apresentar algo substancial. Resumindo, em 2006 foi negada a patente de venda local do Glivec, um medicamento contra o c&acirc;ncer.</p>
<p>IPS: Como continua a hist&oacute;ria?</p>
<p>GV: A Novartis questiona essa resolu&ccedil;&atilde;o e abre uma causa judicial diante de um tribunal da cidade de Madr&aacute;s (capital do Estado de Tamil Nadu que desde 1996 passou a se chamar Chennai). Mas o Supremo Tribunal dessa cidade, ap&oacute;s tr&ecirc;s anos, tamb&eacute;m rejeita a peti&ccedil;&atilde;o. Nesse mesmo 2009 apela em uma inst&acirc;ncia superior e novamente perde.</p>
<p>IPS: Agora, qual outro recurso lhe resta?</p>
<p>GV: Aqui h&aacute; um aspecto que n&atilde;o est&aacute; sendo suficientemente divulgado. Em um gesto muito c&iacute;nico, perverso e grave, a Novartis disse: &quot;Se n&atilde;o me derem a patente irei ao Supremo Tribunal, mas agora pedindo que seja eliminado esse crit&eacute;rio r&iacute;gido estabelecido no Artigo 3 da lei de patentes. Se forem fixados padr&otilde;es mais flex&iacute;veis, menores, ent&atilde;o meu medicamento entrar&aacute;&quot;, argumentou.</p>
<p>IPS: O processo, ent&atilde;o, tomou outro aspecto&#8230;</p>
<p>GV: Sim, pois com a inten&ccedil;&atilde;o de introduzir seu medicamento &agrave; for&ccedil;a, a firma transnacional pretendia modificar a lei de um pa&iacute;s. E de um pa&iacute;s como a &Iacute;ndia. Creio que nisso seus diretores pecaram por falta de vis&atilde;o ao tomarem essa decis&atilde;o. Isto custou muito caro para eles em termos de imagem.</p>
<p>IPS: Como chega a essa conclus&atilde;o?</p>
<p>GV: Nota-se que foi um mau passo ao se p&ocirc;r a denunciar a lei de patentes da &Iacute;ndia com o risco de perder. A ind&uacute;stria transnacional, em geral, vinha de uma derrota na &Aacute;frica do Sul, quando em 2001 foi obrigada a desistir de uma a&ccedil;&atilde;o contra uma lei que autorizou patentear medicamentos importados a pre&ccedil;os menores para poder enfrentar a epidemia de aids. Algu&eacute;m poderia supor que a &quot;Big Pharma&quot;, como s&atilde;o chamadas as maiores companhias farmac&ecirc;uticas, havia aprendido a li&ccedil;&atilde;o. Inclusive sabendo que o Glivec estava patenteado em 40 pa&iacute;ses, entre eles Estados Unidos, China e R&uacute;ssia.</p>
<p>IPS: Insinua um efeito domin&oacute;?</p>
<p>GV: Se a Novartis perde na &Iacute;ndia, como perdeu no dia 1&ordm;, qualquer dos governos dos 40 pa&iacute;ses pode se perguntar: &quot;Por que n&atilde;o reviso essa patente e a anulo?&quot;. &Eacute; uma faculdade que figura nas legisla&ccedil;&otilde;es de todos eles.</p>
<p>IPS: Que status t&ecirc;m esses 40 pa&iacute;ses que reconhecem a patente do Glivec?</p>
<p>GV: Em sua maioria s&atilde;o Estados industrializados, grandes mercados. Mas entre eles h&aacute; alguns com severas dificuldades econ&ocirc;micas na atualidade, como Gr&eacute;cia e Espanha, cujas autoridades podem se perguntar por que devem pagar US$ 2.500 mensais por pessoa por um tratamento contra c&acirc;ncer. Podem dizer: &quot;melhor farei fabricando o gen&eacute;rico e invalidando esta patente&quot;. Creio que os diretores da Novartis n&atilde;o tiveram isso em conta ao se lan&ccedil;arem nesta corrida judicial. Obviamente, ap&oacute;s o primeiro impulso, seguiram at&eacute; o final e hoje ter&atilde;o as repercuss&otilde;es.</p>
<p>IPS: Quais podem ser essas consequ&ecirc;ncias?</p>
<p>GV: Deve ser uma li&ccedil;&atilde;o para os demais pa&iacute;ses do Sul. Devem tratar de seguir o exemplo da &Iacute;ndia e introduzir em suas legisla&ccedil;&otilde;es cl&aacute;usulas como as do Artigo 3d, que restringe e determina alguns crit&eacute;rios a respeito do que &eacute; uma inova&ccedil;&atilde;o para ter direito a uma patente. Que n&atilde;o pode haver apenas uma pequena mudan&ccedil;a, que &agrave;s vezes &eacute; apenas cosm&eacute;tica, em uma mol&eacute;cula do rem&eacute;dio.</p>
<p>IPS: Qual a perspectiva de que esse crit&eacute;rio se estenda?</p>
<p>GV: Na &Iacute;ndia, Argentina e nas Filipinas j&aacute; existe essa proibi&ccedil;&atilde;o, enquanto outros a est&atilde;o introduzindo por vias alternativas.</p>
<p>IPS: Outras consequ&ecirc;ncias?</p>
<p>GV: A &Iacute;ndia poder&aacute; continuar fabricando gen&eacute;ricos de todos os novos medicamentos que n&atilde;o sejam verdadeiramente originais e continuar&aacute; exportando-os com tranquilidade. Deve-se ter em conta que 95% dos retrovirais consumidos na &Aacute;frica s&atilde;o indianos. Assim, a senten&ccedil;a do tribunal indiano &eacute; brutalmente importante, com uma repercuss&atilde;o muito concreta para esse medicamento e mais cerca de dez mil que est&atilde;o na lista de espera no escrit&oacute;rio de patentes em Nova D&eacute;lhi.</p>
<p>IPS: Qual porcentagem desse n&uacute;mero poder&aacute; obter uma patente?</p>
<p>GV: Em 2010, a Argentina aprovou duas mil novas patentes farmac&ecirc;uticas e a China quatro mil. Mas, na realidade, as verdadeiras inova&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de apenas 40 ou 50 produtos por ano.</p>
<p>IPS: Por que essa tremenda diferen&ccedil;a entre patentes acordadas e verdadeiros produtos inovadores?</p>
<p>GV: A ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica enfrenta dificuldades muito grandes para inovar. Ent&atilde;o se aferra a uma l&oacute;gica muito m&iacute;ope, muito imediata, mas de elevados lucros. Consiste em lan&ccedil;ar inova&ccedil;&otilde;es incrementadas, como se chama em ingl&ecirc;s, ou seja, um produto pequeno com apenas uma mudan&ccedil;a gradual, mas acompanhado de uma grande campanha comercial.</p>
<p>************************</p>
<p>&quot;Medicamento que cura, mata o mercado&quot;</p>
<p>Os farmacologistas franceses Philippe Even e Bernard Debr&eacute; afirmam que a pesquisa no setor &eacute; cada vez mais complexa e n&atilde;o se consegue desenhar medicamentos que representem um avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico forte. Os grandes laborat&oacute;rios fizeram at&eacute; o final da d&eacute;cada de 1990 inova&ccedil;&otilde;es espetaculares, que mudaram as condi&ccedil;&otilde;es de vida, come&ccedil;ando pelos antibi&oacute;ticos.</p>
<p>Contudo, desde ent&atilde;o come&ccedil;aram a ter dificuldades, mudaram de estrat&eacute;gia e se dedicaram a lan&ccedil;ar medicamentos de modo r&aacute;pido sem muitas diferen&ccedil;as entre eles, segundo Germ&aacute;n Vel&aacute;squez. &quot;Tamb&eacute;m optaram por produzir rem&eacute;dios que n&atilde;o curam, mas que apenas tratam a doen&ccedil;a, como &eacute; o caso dos medicamentos contra o colesterol, que s&atilde;o para serem consumidos por toda a vida&quot;, afirmou.</p>
<p>&quot;A filosofia do neg&oacute;cio &eacute; que o medicamento que cura mata o mercado&quot;, ressaltou Vel&aacute;squez. &quot;Imaginemos que a ind&uacute;stria invista milh&otilde;es de d&oacute;lares em um rem&eacute;dio ou dispositivo m&eacute;dico para curar a hipertens&atilde;o arterial. Isso seria o fim do com&eacute;rcio sanit&aacute;rio mais poderoso da atualidade nos pa&iacute;ses industrializados&quot;, afirmou. &quot;&Eacute; que 20% da popula&ccedil;&atilde;o sadia desses pa&iacute;ses hoje toma anti-hipertensivos&quot;. Envolverde/IPS                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>&#205;ndia nega patente a farmac&#234;utica Novartis e &#039;salva&#039; gen&#233;rico contra c&#226;ncer</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 11:36:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Correspondentes da IPS/Al Jazeera Doha, Catar, 2/4/2013 (IPS) &#8211; O Supremo Tribunal da &#205;ndia negou o pedido de patente de um medicamento contra c&#226;ncer elaborado pelo laborat&#243;rio su&#237;&#231;o Novartis, o que significa um duro golpe para a ind&#250;stria farmac&#234;utica multinacional que busca aumentar sua presen&#231;a nesse atraente mercado. Ap&#243;s um longo processo, o tribunal declarou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Correspondentes da IPS/Al Jazeera</p>
<p><strong>Doha, Catar, 2/4/2013 (IPS) &#8211; O Supremo Tribunal da &Iacute;ndia negou o pedido de patente de um medicamento contra c&acirc;ncer elaborado pelo laborat&oacute;rio su&iacute;&ccedil;o Novartis, o que significa um duro golpe para a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica multinacional que busca aumentar sua presen&ccedil;a nesse atraente mercado.                        </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16414"></span></p>
<p>Ap&oacute;s um longo processo, o tribunal declarou ontem que o medicamento Glivec n&atilde;o est&aacute; qualificado para uma patente segundo a legisla&ccedil;&atilde;o indiana. </p>
<p>A Novartis pressiona Nova D&eacute;lhi desde 2004 para que a proteja das companhias locais que fabricam rem&eacute;dios gen&eacute;ricos. A senten&ccedil;a indica que o medicamento pelo qual a companhia solicitava uma patente de venda local &quot;n&atilde;o cumpriu a an&aacute;lise de inova&ccedil;&atilde;o ou inventiva&quot; exigida. O laborat&oacute;rio apresentou um recurso em 2009 no Supremo Tribunal contra uma lei que pro&iacute;be as patentes para novas formas de medicamentos j&aacute; conhecidos, mas n&atilde;o radicalmente diferentes.</p>
<p>Sohail Rahman, correspondente da rede de televis&atilde;o &aacute;rabe Al Jazeera em Nova D&eacute;lhi, afirmou que a decis&atilde;o da justi&ccedil;a representa uma &quot;enorme desilus&atilde;o&quot; para a Novartis, pois permite que os laborat&oacute;rios indianos continuem produzindo gen&eacute;ricos baratos para consumo local e internacional. Contudo, a senten&ccedil;a pode provocar d&uacute;vidas quanto &agrave; viola&ccedil;&atilde;o das normas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) pela &Iacute;ndia, acrescentou.</p>
<p>Este &eacute; o caso mais significativo dos muitos que caracterizam a luta de patentes na &Iacute;ndia e pode ter profundas consequ&ecirc;ncias na hora de definir o grau de prote&ccedil;&atilde;o legal para os grandes laborat&oacute;rios farmac&ecirc;uticos que operam em um mercado lucrativo como o desse pa&iacute;s, com 1,2 bilh&atilde;o de habitantes.</p>
<p>A companhia su&iacute;&ccedil;a amea&ccedil;ou interromper o fornecimento de novos medicamentos para a &Iacute;ndia se a senten&ccedil;a n&atilde;o lhe fosse favor&aacute;vel, informou, no dia 31 de mar&ccedil;o, o jornal The Financial Times, de Londres. &quot;Se a situa&ccedil;&atilde;o se mantiver como est&aacute; at&eacute; agora, todas as melhoras de um composto original n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de prote&ccedil;&atilde;o legal e esses medicamentos provavelmente n&atilde;o cheguem &agrave; &Iacute;ndia&quot;, disse Paul Herrling, encarregado da dire&ccedil;&atilde;o-adjunta deste caso.</p>
<p>No entanto, a advogada Leena Menghaney, da organiza&ccedil;&atilde;o M&eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF), disse que uma vit&oacute;ria legal para a Novartis assentaria &quot;um antecedente perigoso e colocaria em grave risco a legisla&ccedil;&atilde;o da &Iacute;ndia contra o evergreening&quot; (tornar perene), como se conhece a pr&aacute;tica de buscar patentes para novos compostos com pequenas modifica&ccedil;&otilde;es em outros j&aacute; existentes. &quot;Seria uma situa&ccedil;&atilde;o nefasta para a popula&ccedil;&atilde;o do mundo em desenvolvimento que depende de rem&eacute;dios gen&eacute;ricos fabricados nesse pa&iacute;s. poderia afetar seriamente o acesso aos medicamentos&quot;, alertou.</p>
<p>A &Iacute;ndia, conhecida como &quot;a farm&aacute;cia do mundo em desenvolvimento&quot;, &eacute; uma das maiores fornecedores de medicamentos gen&eacute;ricos para doen&ccedil;as como c&acirc;ncer, tuberculose e do v&iacute;rus HIV, causador da aids, para quem n&atilde;o pode pagar o medicamento de marca, mais caro. A diferen&ccedil;a de pre&ccedil;o entre o rem&eacute;dio gen&eacute;rico e o de marca &eacute; fundamental para as pessoas mais pobres em todo o mundo, segundo a MSF.</p>
<p>Segundo esta organiza&ccedil;&atilde;o, uma terapia mensal com Clivec, conhecido como &quot;santo rem&eacute;dio&quot; por seus resultados no tratamento de formas letais de leucemia, custa US$ 4 mil, enquanto a vers&atilde;o gen&eacute;rica pode ser comprada na &Iacute;ndia por US$ 73. E, no caso espec&iacute;fico deste medicamento, Rahman destacou que a maioria dos pacientes indianos n&atilde;o pode comprar nem a vers&atilde;o gen&eacute;rica, pois o sal&aacute;rio mensal m&eacute;dio &eacute; de US$ 120.</p>
<p>A Novartis, neste caso, e a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica, em geral, argumentam que os laborat&oacute;rios indianos inibem a inova&ccedil;&atilde;o e reduzem os incentivos comerciais para a produ&ccedil;&atilde;o de medicamentos de vanguarda.</p>
<p>Em 1970, a &Iacute;ndia proibiu as patentes de medicamentos, o que impulsionou o crescimento da ind&uacute;stria de rem&eacute;dios gen&eacute;ricos local. Mas um acordo da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio, implementado em 2005, obrigou a &Iacute;ndia a conceder patentes de alguns medicamentos. Mesmo assim, esse pa&iacute;s continua sendo um dos maiores fabricantes de gen&eacute;ricos do mundo, fornecendo cerca de 20% do volume utilizado.</p>
<p>A ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica indiana, que cresceu entre 16% e 17% nos &uacute;ltimos anos, j&aacute; &eacute; a terceira em volume do mundo e est&aacute; avaliada em US$ 26 bilh&otilde;es. Estima-se que elabore cerca de 60 mil medicamentos diferentes. Dos rem&eacute;dios contra o HIV/aids comprados por organiza&ccedil;&otilde;es que lutam contra esta enfermidade, como o The Global Fund, cerca de 80% foram gen&eacute;ricos adquiridos na &Iacute;ndia, segundo um estudo de 2010. Envolverde/IPS</p>
<p>* Publicado sob acordo com a Al Jazeera.                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>Agricultura nativa da &#205;ndia ganha status</title>
		<link>http://www.ibsanews.com/pt/agricultura-nativa-da-ndia-ganha-status/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Feb 2013 07:44:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Manipadma Jena Koraput, &#205;ndia, 5/2/2013 (IPS) &#8211; Na &#250;ltima temporada de mon&#231;&#245;es, Sunadhar Ramaparia plantou variedades aut&#243;ctones de arroz, milho e oleaginosas em sua &#225;rea nas terras altas do Estado indiano de Orissa e suportou as inclem&#234;ncias do clima. Depois vieram as chuvas e ficou 23 dias sem trabalhar. Com o calor abrasador, at&#233; os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manipadma Jena</p>
<p> <div id="attachment_16395" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.ibsanews.com/library/102311-20130204.jpg"><img class="size-medium wp-image-16395" title=" &#47; Manipadma Jena&#47;IPS" src="http://www.ibsanews.com/pt/library/102311-20130204.jpg" alt=" &#47; Manipadma Jena&#47;IPS" width="200" height="150" /></a><p class="wp-caption-text"> &#47; Manipadma Jena&#47;IPS</p></div> <strong>Koraput, &Iacute;ndia, 5/2/2013 (IPS) &#8211; Na &uacute;ltima temporada de mon&ccedil;&otilde;es, Sunadhar Ramaparia plantou variedades aut&oacute;ctones de arroz, milho e oleaginosas em sua &aacute;rea nas terras altas do Estado indiano de Orissa e suportou as inclem&ecirc;ncias do clima.                        </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16395"></span></p>
<p>Depois vieram as chuvas e ficou 23 dias sem trabalhar. Com o calor abrasador, at&eacute; os brotos de arroz h&iacute;brido dos agricultores das terras baixas queimaram. Mas Ramaparia, um homem de 65 anos da tribo bhumia, colheu tudo o que plantou.</p>
<p>O desmatamento e a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica est&atilde;o provocando chuvas err&aacute;ticas, que reduzem os corpos de &aacute;gua e degradam o solo na localidade de Ramaparia em Tentulipar, na regi&atilde;o dos Ghats orientais, prov&iacute;ncia de Koraput, em Orissa. Muitos agricultores correm risco de passar fome. Contudo, a tribo bhumia recorre &agrave; sabedoria de seu sistema agr&iacute;cola de tr&ecirc;s mil anos de antiguidade para garantir alimentos de qualidade o ano todo.</p>
<p>Estes nativos usam sementes origin&aacute;rias dos Ghats orientais, uma cadeia montanhosa descont&iacute;nua de grande diversidade biol&oacute;gica, que corre paralela &agrave; Ba&iacute;a de Bengala no leste da &Iacute;ndia, com cerca de 900 metros de altitude. O sistema agr&iacute;cola dos bhumias se adaptou ao terreno &aacute;spero, se tornou resiliente &agrave;s mudan&ccedil;as ambientais e desenvolveu um mecanismo natural de controle de pragas. Os agricultores semeiam variedades resistentes nas terras altas, e aquelas que exigem mais &aacute;gua, nas de m&eacute;dia e baixa altitude.</p>
<p>O governo lhes ofereceu arroz h&iacute;brido, com rendimentos entre 3,7 e 4,8 toneladas por hectare, enquanto as sementes tradicionais rendem entre 2,4 e 3,3 toneladas. Por&eacute;m, Ramaparia e sua fam&iacute;lia de 20 membros n&atilde;o t&ecirc;m inten&ccedil;&otilde;es de abandonar o sistema ancestral. &quot;O arroz do governo n&atilde;o tem gosto nem aroma, e exige um cuidado muito caro (pesticidas e fertilizantes qu&iacute;micos), e deixa doente quem o come&quot;, afirmou Ramaparia &agrave; IPS. &quot;Toda uma vida comendo nossos gr&atilde;os faz com que uma pessoa idosa como eu esteja forte; desafio qualquer jovem a lutar comigo&quot;, disse, divertido, enquanto olhava as pessoas reunidas ao seu redor.</p>
<p>Segundo a Pesquisa Nacional da &Iacute;ndia, sobre a qual se baseia a Pol&iacute;tica Nacional para os Agricultores (de 2007) e os programas agr&iacute;colas do 11&ordm; Programa Quinquenal, 69% dos 1,2 bilh&atilde;o de habitantes deste pa&iacute;s vivem em zonas rurais. As comunidades tribais constituem 10% da popula&ccedil;&atilde;o rural, e destas 8% recorrem a m&eacute;todos agr&iacute;colas tradicionais. Al&eacute;m disso, 46% dos agricultores utilizam as sementes h&iacute;bridas oferecidas pelo Estado e 47% usam as conservadas de suas pr&oacute;prias colheitas.</p>
<p>&quot;O cultivo m&uacute;ltiplo, no qual se mesclam seis produtos diferentes, oferece uma dieta vari&aacute;vel&quot;, disse &agrave; IPS o pai da Revolu&ccedil;&atilde;o Verde na &Iacute;ndia, Saujanendra Swain, cientista principal e presidente em&eacute;rito da Funda&ccedil;&atilde;o de Pesquisa M. S. Swaminathan, com sede na cidade de Jeypore, a mais importante de Koraput. &quot;S&atilde;o produzidos mais alimentos em uma terra limitada e com menor trabalho, e a colheita escalonada reduz em grande parte o risco de perder tudo, porque os diferentes cultivos amadurecem em momentos distintos&quot;, ressaltou.</p>
<p>Um estudo da Funda&ccedil;&atilde;o Swaminathan, realizado em sete aldeias tribais em 2009, concluiu que 80% dos entrevistados preferiam combinar cultivos de milho e legumes resistentes que prometiam alto grau de seguran&ccedil;a alimentar. A colheita come&ccedil;a em setembro, com a matura&ccedil;&atilde;o do primeiro milho de dedo (ou milho africano), e termina em janeiro, com a do guandu ou feij&atilde;o de pau. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio trabalho intensivo. No come&ccedil;o da temporada de mon&ccedil;&otilde;es s&atilde;o plantadas as sementes em sulcos pouco fundos que s&atilde;o cobertas com esterco de vaca e deixadas para que se desenvolvam sozinhas.</p>
<p>Nas parcelas, as mulheres s&atilde;o as que sustentam essa pr&aacute;tica. Segundo Chandra Pradhani, agricultor de 46 anos da aldeia de Nuaguda, as tr&ecirc;s palavras-chave que definem o sistema agr&iacute;cola tradicional s&atilde;o: org&acirc;nico, recicl&aacute;vel e sustent&aacute;vel. O cultivo para alimento e combust&iacute;vel &eacute; feito em seu ambiente natural, sem insumos artificiais e depois &eacute; colhido &agrave; m&atilde;o. Os desperd&iacute;cios agr&iacute;colas s&atilde;o usados para tratar os cultivos e controlar as pragas, e as sementes s&atilde;o conservadas em bancos gen&eacute;ticos para a pr&oacute;xima gera&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Enquanto caem as chuvas de mon&ccedil;&otilde;es, em julho e agosto (os mais pobres quanto &agrave; disponibilidade de alimentos), os agricultores colhem &quot;verduras e cogumelos&quot; na floresta, disse &agrave; IPS a camponesa Gari Mathabaria enquanto prepara arroz inflado que depois troca no mercado semanal por uma medida de arroz com casca. &quot;Frutas e bagas da esta&ccedil;&atilde;o fazem parte da nossa deita, embora sua quantidade diminua com a redu&ccedil;&atilde;o das florestas&quot;, lamentou.</p>
<p>Os legumes, que s&atilde;o uma pequena por&ccedil;&atilde;o na mesa local, s&atilde;o cultivados para a venda. As verduras s&atilde;o plantadas nas hortas familiares, onde os feij&otilde;es s&atilde;o o sustento de muitas comunidades agr&iacute;colas. Estas pr&aacute;ticas n&atilde;o t&ecirc;m motivo para serem exclu&iacute;das dos Ghats orientais. Segundo a Pesquisa Nacional da &Iacute;ndia, 60% dos 140 milh&otilde;es de hectares cultivados s&atilde;o regados com chuva, por isso esses m&eacute;todos ou outros semelhantes podem ser ampliados.</p>
<p>Os Ghats orientais t&ecirc;m uma longa hist&oacute;ria de zona de grande biodiversidade. Numerosas variedades de arroz se originaram no Vale de Jeypore, em Koraput, h&aacute; cerca de tr&ecirc;s mil anos. No entanto, a interfer&ecirc;ncia humana neste delicado ecossistema e a industrializa&ccedil;&atilde;o da agricultura destru&iacute;ram grande parte dessa riqueza biol&oacute;gica. Uma pesquisa feita em 1950, pelo Instituto Central de Pesquisas do Arroz, constatou 1.750 variedades locais. Em 1990, apenas 40 anos depois, a Funda&ccedil;&atilde;o de Pesquisa M. S. Swaminathan registrou apenas 324.</p>
<p>&quot;Uma estimativa informada &eacute; que, talvez, haja cem variedades dispon&iacute;veis&quot;, destacou Swain. A Funda&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m registrou oito esp&eacute;cies de milhos menores, nove de legumes, cinco de oleaginosas, tr&ecirc;s de plantas fibrosas e sete de verduras. Entretanto, os especialistas temem que essas variedades desapare&ccedil;am. &quot;H&aacute; apenas 15 anos, registramos 25 variedades de feij&otilde;es locais, chamados simba, e hoje s&atilde;o apenas quatro&quot;, pontuou Swain. Entretanto, a situa&ccedil;&atilde;o poderia melhorar.</p>
<p>Em janeiro a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura (FAO) concedeu ao m&eacute;todo agr&iacute;cola tradicional de Koraput o status de Sistema Engenhoso do Patrim&ocirc;nio Agr&iacute;cola Mundial (Sipam). Este status permite aos agricultores receberem ajuda para manter e adaptar suas pr&aacute;ticas ancestrais &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica e &agrave; cont&iacute;nua redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os para garantir a seguran&ccedil;a alimentar sem sucumbir &agrave;s t&eacute;cnicas modernas.</p>
<p>&quot;Os sistemas de Koraput s&atilde;o sustent&aacute;veis no que diz respeito ao meio ambiente e climaticamente inteligentes. Sua import&acirc;ncia aumentar&aacute; com as altera&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas mais frequentes. Por isto, &eacute; bom que a FAO os tenha reconhecido como Sipam&quot;, opinou Swain. Os festivais agr&iacute;colas s&atilde;o um meio &uacute;nico para promover a preserva&ccedil;&atilde;o de sementes. Chandrama Bhumia, de 41 anos, possui meio hectare, mas nunca passou fome.</p>
<p>&quot;Em abril temos o Bali Yatra (festival da areia). As fam&iacute;lias recolhem a camada superior do solo arenoso das margens do rio em recipientes de folhas onde plantam sementes selecionadas que ser&atilde;o utilizadas em junho&quot;, explicou Bhumia. Nove dias depois, quase dez mil pessoas se re&uacute;nem com suas sementes germinadas e o &quot;dasari&quot;, homem de medicina, avalia o estado dos brotos, descartando ou aprovando seu posterior cultivo. A feira permite trocar sementes com os que ficaram com brotos descartados. Envolverde/IPS                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>Viola&#231;&#245;es na &#205;ndia desatam debate sobre pena de morte</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2013 08:24:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sujoy Dhar Nova D&#233;lhi, &#205;ndia, 22/1/2013 (IPS) &#8211; Os maci&#231;os protestos e as promessas de l&#237;deres pol&#237;ticos n&#227;o bastam para deter a viol&#234;ncia sexual na &#205;ndia, onde o clamor popular por justi&#231;a se transforma, pouco a pouco, em um chamado em favor da pena de morte. Na fria noite do dia 16, exatamente um m&#234;s [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sujoy Dhar</p>
<p> <div id="attachment_16388" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.ibsanews.com/library/102253-20130121.jpg"><img class="size-medium wp-image-16388" title=" &#47; Sujoy Dhar&#47;IPS" src="http://www.ibsanews.com/pt/library/102253-20130121.jpg" alt=" &#47; Sujoy Dhar&#47;IPS" width="200" height="133" /></a><p class="wp-caption-text"> &#47; Sujoy Dhar&#47;IPS</p></div> <strong>Nova D&eacute;lhi, &Iacute;ndia, 22/1/2013 (IPS) &#8211; Os maci&ccedil;os protestos e as promessas de l&iacute;deres pol&iacute;ticos n&atilde;o bastam para deter a viol&ecirc;ncia sexual na &Iacute;ndia, onde o clamor popular por justi&ccedil;a se transforma, pouco a pouco, em um chamado em favor da pena de morte.                         </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16388"></span></p>
<p> Na fria noite do dia 16, exatamente um m&ecirc;s depois que uma jovem foi violentada em grupo e torturada em um &ocirc;nibus em Nova D&eacute;lhi, centenas de pessoas se reuniram com velas nas m&atilde;os na capital indiana para expressar sua indigna&ccedil;&atilde;o pelo ocorrido.</p>
<p>Uniram-se para recordar a v&iacute;tima que, 13 dias ap&oacute;s ser atacada, morreu em um hospital de Cingapura devido aos ferimentos internos causados pelos agressores. O caso provocou indigna&ccedil;&atilde;o neste pa&iacute;s de 1,2 bilh&atilde;o de habitantes que h&aacute; tempos sofre uma epidemia de viol&ecirc;ncia sexual. A raiva era vis&iacute;vel nas pessoas reunidas na semana passada em um lugar que representa um &iacute;cone para os moradores de Nova D&eacute;lhi, o hist&oacute;rico centro astron&ocirc;mico de Jantar Mantar. Ali homenagearam Jyoti Singh Pandey, estudante de medicina de 23 anos, que agora &eacute; lembrada como &quot;Cora&ccedil;&atilde;o valente&quot; ou &quot;A filha da &Iacute;ndia&quot;.</p>
<p>Mas os protestos e os insistentes chamados para que seja feita justi&ccedil;a n&atilde;o s&atilde;o suficientes para frear a viol&ecirc;ncia. Uma s&eacute;rie de viola&ccedil;&otilde;es em grupo, incluindo algumas tamb&eacute;m dentro de &ocirc;nibus, foi denunciada em todo o pa&iacute;s nas &uacute;ltimas semanas. A brutalidade desses ataques &eacute; quase diretamente proporcional &agrave; paix&atilde;o dos protestos, afirmam ativistas e especialistas. Diante disto, as multid&otilde;es deixaram de exigir justi&ccedil;a e agora exigem diretamente a morte dos respons&aacute;veis: o cartaz &quot;Queremos justi&ccedil;a&quot;, o mais usado nas manifesta&ccedil;&otilde;es, foi substitu&iacute;do pelo &quot;Forca para os violadores&quot;.</p>
<p>Ap&oacute;s a explos&atilde;o dos protestos de rua e as trocas de opini&otilde;es nas redes sociais na internet, o foco do debate agora &eacute; se a aplica&ccedil;&atilde;o da pena de morte pode acabar com os horr&iacute;veis ataques contra as mulheres, ou ao menos reduzi-los. A pol&ecirc;mica parece surgir de um forte sentimento de frustra&ccedil;&atilde;o. No m&ecirc;s passado, as autoridades indianas se esfor&ccedil;aram para tranquilizar os manifestantes com promessas de emendas legais e um fortalecimento da seguran&ccedil;a para as mulheres. Contudo, mesmo com os duros discursos pol&iacute;ticos e maior presen&ccedil;a policial nas ruas, os ataques continuaram.</p>
<p>No come&ccedil;o deste m&ecirc;s, uma mulher sofreu viola&ccedil;&atilde;o em grupo dentro de um &ocirc;nibus no Estado de Punjab, enquanto no Estado de Rajasthan uma jovem se suicidou depois que a pol&iacute;cia a amea&ccedil;ou por ter apresentado uma den&uacute;ncia de ataque sexual. No Estado de Goa uma garota de sete anos foi violada no banheiro de uma escola. Estes casos obrigaram os pol&iacute;ticos e os cidad&atilde;os em geral a enfrentarem as limita&ccedil;&otilde;es de seu sistema judicial.</p>
<p>A ministra de Desenvolvimento das Mulheres e da Inf&acirc;ncia, Krishna Tirath, afirmou que &eacute; preciso mudar as leis para contemplar a pena de morte como castigo para os casos mais brutais de viola&ccedil;&atilde;o. A l&iacute;der da oposi&ccedil;&atilde;o no parlamento, Sushma Swaraj, do nacionalista e hindu Partido Bharatiya Janata, tamb&eacute;m defendeu a aplica&ccedil;&atilde;o da pena capital. Estes chamados do setor pol&iacute;tico encontraram apoio entre muitos cidad&atilde;os indignados pelo crescente n&uacute;mero de ataques.</p>
<p>Em uma pesquisa feita nas &uacute;ltimas semanas, 100% das mulheres entrevistadas disseram que o maior problema que o pa&iacute;s enfrenta &eacute; resolver o problema da inseguran&ccedil;a que muitas delas sofrem. &quot;&Eacute; uma completa bobagem dizer que os atacantes s&atilde;o humanos e merecem viver &agrave; custa dos contribuintes&quot;, disse Sanchita Guha, da &aacute;rea de m&iacute;dia, radicada em Nova D&eacute;lhi, em conversa com a IPS. A pena capital &quot;tamb&eacute;m d&aacute; &agrave; v&iacute;tima a sensa&ccedil;&atilde;o de que seu caso foi encerrado&quot;, acrescentou.</p>
<p>Por&eacute;m, a maioria dos grupos de mulheres se op&otilde;e &agrave; pena de morte ou a puni&ccedil;&otilde;es severas, como a castra&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica dos violadores, que, em geral, saem impunes por meio de brechas legais ou gra&ccedil;as &agrave; insensibilidade do sistema judicial.</p>
<p>Kavita Krishnan, um dos rostos mais destacados nos protestos de rua e secret&aacute;ria da Associa&ccedil;&atilde;o de Todas as Mulheres Progressistas da &Iacute;ndia, disse &agrave; IPS que &quot;todo esse debate sobre a pena de morte &eacute; uma pista falsa para desviar a aten&ccedil;&atilde;o dos crimes de g&ecirc;nero e se concentrar na severidade do castigo. A pena de morte n&atilde;o &eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o para um pa&iacute;s com leis mis&oacute;ginas. N&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncia em nenhuma parte do mundo de que este castigo reduz as viola&ccedil;&otilde;es ou desestimule algu&eacute;m a cometer um crime&quot;.</p>
<p>Em todo caso, a pena de morte poderia dissuadir os ju&iacute;zes de darem senten&ccedil;as severas contra os violadores, &quot;pois os tribunais ter&atilde;o muita cautela antes de dar um veredito&quot;, acrescentou Krishnan. Na &Iacute;ndia, um &quot;grande n&uacute;mero de ataques sexuais tamb&eacute;m ocorre dentro de casa, entre pessoas pr&oacute;ximas entre si. Se houver pena de morte, a v&iacute;tima estar&aacute; sob intensa press&atilde;o para n&atilde;o fazer a den&uacute;ncia&quot;, alertou. &quot;As taxas de condena&ccedil;&atilde;o devem aumentar na &Iacute;ndia, e o debate deve ser sobre a certeza de que haver&aacute; castigo e sobre leis com sensibilidade de g&ecirc;nero&quot;, ressaltou a ativista.</p>
<p>Atualmente, os violadores sofrem uma condena&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de sete anos de pris&atilde;o, segundo o Artigo 376 do C&oacute;digo Penal, senten&ccedil;a que pode ser ampliada para dez anos dependendo da severidade do caso. Mas o Artigo 375 considera viola&ccedil;&atilde;o apenas a agress&atilde;o sexual que incluir penetra&ccedil;&atilde;o com o p&ecirc;nis, o que exclui o sexo oral for&ccedil;ado ou a penetra&ccedil;&atilde;o com um objeto estranho, que pode causar ferimentos ainda mais graves. Estas &uacute;ltimas agress&otilde;es s&oacute; est&atilde;o contempladas no Artigo 354, referente aos &quot;ataques a mulheres com inten&ccedil;&atilde;o de atentar contra sua mod&eacute;stia&quot; e no Artigo 377, que pune o &quot;contato carnal contra a ordem natural&quot;.</p>
<p>Para Ranjana Kumari, diretora do Centro para Pesquisa Social, com sede em Nova D&eacute;lhi, incluir a pena de morte como castigo para a viola&ccedil;&atilde;o, paradoxalmente, pode fazer com que os respons&aacute;veis nunca sejam punidos. A especialista explicou que muitos condenados &agrave; morte poder&atilde;o solicitar clem&ecirc;ncia ao Presidente, que tem o poder de comutar a senten&ccedil;a. &quot;Se a pena capital for implantada, o processo judicial tamb&eacute;m ser&aacute; muito longo. J&aacute; h&aacute; cerca de 95 mil casos pendentes em v&aacute;rios tribunais e &eacute; imposs&iacute;vel aplicar a pena de morte em grande quantidade&quot;, disse &agrave; IPS.</p>
<p>&quot;Queremos um castigo severo, que inclua rigorosa pris&atilde;o, porque de outra forma ser&aacute; somente uma op&ccedil;&atilde;o entre pena de morte ou nenhum castigo&quot;, opinou Kumari. A taxa de condena&ccedil;&otilde;es a pris&atilde;o por viola&ccedil;&otilde;es &eacute; de 26% na &Iacute;ndia, afirmou, lembrando que &quot;tamb&eacute;m descobrimos que ningu&eacute;m recebe pena superior a tr&ecirc;s ou quatro anos de pris&atilde;o&quot;. Depois dos protestos em Nova D&eacute;lhi, o governo designou um comit&ecirc; integrado por tr&ecirc;s juristas, que apresentar&atilde;o recomenda&ccedil;&otilde;es sobre poss&iacute;veis emendas &agrave; lei para incrementar os castigos e acelerar a justi&ccedil;a. Envolverde/IPS                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>DESENVOLVIMENTO&#058; Corte na ajuda pode afetar os mais pobres na &#205;ndia</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2012 08:22:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A.D. McKenzie Paris, Fran&#231;a, 7/12/2012 (IPS) &#8211; O governo da &#205;ndia acredita que, enquanto continuar forjando acordos comerciais com na&#231;&#245;es europeias, como a Fran&#231;a, poder&#225; sobreviver sem a &#34;tacanha&#34; ajuda financeira que recebe da Gr&#227;-Bretanha. Por&#233;m, ativistas alertam para riscos. Alguns dizem que se Londres rescindir, como prev&#234;, at&#233; 2015, a assist&#234;ncia direta de US$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A.D. McKenzie</p>
<p> <div id="attachment_16367" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.ibsanews.com/library/India.jpg"><img class="size-medium wp-image-16367" title="Ativistas temem que os mais pobres da &Atilde;ndia sejam ainda mais afetados pela mudan&Atilde;&sect;a de pol&Atilde;&shy;tica. &#47; Manipadma Jena&#47;IPS" src="http://www.ibsanews.com/pt/library/India.jpg" alt="Ativistas temem que os mais pobres da &Atilde;ndia sejam ainda mais afetados pela mudan&Atilde;&sect;a de pol&Atilde;&shy;tica. &#47; Manipadma Jena&#47;IPS" width="200" height="148" /></a><p class="wp-caption-text">Ativistas temem que os mais pobres da &Atilde;ndia sejam ainda mais afetados pela mudan&Atilde;&sect;a de pol&Atilde;&shy;tica. &#47; Manipadma Jena&#47;IPS</p></div> <strong>Paris, Fran&ccedil;a, 7/12/2012 (IPS) &#8211; O governo da &Iacute;ndia acredita que, enquanto continuar forjando acordos comerciais com na&ccedil;&otilde;es europeias, como a Fran&ccedil;a, poder&aacute; sobreviver sem a &quot;tacanha&quot; ajuda financeira que recebe da Gr&atilde;-Bretanha.                         </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16367"></span></p>
<p>Por&eacute;m, ativistas alertam para riscos. Alguns dizem que se Londres rescindir, como prev&ecirc;, at&eacute; 2015, a assist&ecirc;ncia direta de US$ 320 milh&otilde;es anuais que entrega a Nova D&eacute;lhi, os mais pobres da &Iacute;ndia poder&atilde;o ser muito afetados.</p>
<p>&quot;A &Iacute;ndia ainda tem grandes desafios. Milh&otilde;es de indianos vivem na extrema pobreza e um n&uacute;mero, que causa calafrios, de meninos e meninas morre a cada ano&quot;, disse Guillaume Grosso, diretor do ramo franc&ecirc;s do grupo de luta contra a pobreza ONE. &quot;Se a Gr&atilde;-Bretanha reduzir a ajuda, dever&aacute; ter muito cuidado em garantir que o sofrimento dessas crian&ccedil;as n&atilde;o se agrave&quot;, afirmou &agrave; IPS.</p>
<p>Dados da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) indicam que a &Iacute;ndia registrou, em 2011, o maior n&uacute;mero de mortes de crian&ccedil;as menores de cinco anos, apesar dos avan&ccedil;os na aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. O grupo crist&atilde;o de assist&ecirc;ncia e pelo desenvolvimento World Vision questionou a decis&atilde;o de Londres. &quot;Neste momento, quase metade dos menores de cinco anos est&aacute; raqu&iacute;tica devido &agrave; falta de alimentos nutritivos. Isto &eacute;, mais de 60 milh&otilde;es, o que equivale a toda a popula&ccedil;&atilde;o da Gr&atilde;-Bretanha&quot;, disse o chefe de pol&iacute;ticas da ONE, David Thomson.</p>
<p>&quot;A diferen&ccedil;a entre desnutri&ccedil;&atilde;o aguda e fome &#8211; que pode ser tratada &#8211; &eacute; que as crian&ccedil;as nunca se recuperam do atraso no crescimento. Seus c&eacute;rebros e seus corpos nunca se desenvolver&atilde;o completamente, o que reduz suas possibilidades de ganhar uma renda decente quando adultos&quot;, destacou Grosso. A ONE, fundada pelo vocalista da banda de rock U2, Bono, e outras organiza&ccedil;&otilde;es que lutam contra a pobreza gostariam de ver &quot;o dia em que a ajuda para o desenvolvimento n&atilde;o seja necess&aacute;ria&quot;, segundo seu diretor. Enquanto isso, &quot;a assist&ecirc;ncia ajuda as pessoas a escaparem da pobreza e terem acesso a coisas que damos como certas, como vacinas e &aacute;gua pot&aacute;vel&quot;, acrescentou.</p>
<p>&quot;&Eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria, mas tem um papel importante para colocar o desenvolvimento em marcha. Em muitos pa&iacute;ses, simplesmente n&atilde;o h&aacute; recursos dispon&iacute;veis para fornecer esses servi&ccedil;os b&aacute;sicos, por isso a ajuda &eacute; essencial&quot;, destacou Grosso. No entanto, reconheceu que a &Iacute;ndia est&aacute; cada vez mais em melhores condi&ccedil;&otilde;es de subsistir sem a ajuda, gra&ccedil;as ao seu &quot;forte crescimento econ&ocirc;mico&quot; que lhe permite ter mais recursos. A &Iacute;ndia &eacute; um exemplo de &quot;como os pa&iacute;ses pobres podem se transformar. Enquanto isto ocorre, a ajuda pode ser dirigida &agrave;queles pa&iacute;ses com mais necessidades&quot;, disse &agrave; IPS.</p>
<p>No come&ccedil;o de novembro, o Departamento Brit&acirc;nico para o Desenvolvimento Internacional anunciou que a secret&aacute;ria de Desenvolvimento, Justine Greening, n&atilde;o &quot;assinar&aacute; nenhum novo programa&quot;, e que a ajuda &agrave; &Iacute;ndia terminaria definitivamente em 2015. &quot;Depois de revisar o programa e discuti-lo com o governo da &Iacute;ndia, acordamos que j&aacute; &eacute; tempo de avan&ccedil;ar em uma rela&ccedil;&atilde;o concentrada no interc&acirc;mbio de capacidades em lugar da ajuda&quot;, afirmou Greening.</p>
<p>Esta mudan&ccedil;a desagradou funcion&aacute;rios do governo indiano e os aproximou mais de outro membro da Uni&atilde;o Europeia, a Fran&ccedil;a. Poucos dias depois do an&uacute;ncio, quando representantes de Nova D&eacute;lhi se encontravam em Paris para a homenagem anual aos soldados indianos mortos na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), houve uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre os dois governos. Segundo a embaixada indiana na capital francesa, os dois pa&iacute;ses &quot;s&atilde;o s&oacute;cios completamente estrat&eacute;gicos&quot;, especialmente em temas de defesa e seguran&ccedil;a, e a rela&ccedil;&atilde;o entre ambos se estreita cada vez mais.</p>
<p>O pol&ecirc;mico Projeto Nuclear de Jaitapur &eacute; uma iniciativa conjunta dos dois pa&iacute;ses. Se for concretizada, ser&aacute; a maior esta&ccedil;&atilde;o geradora de energia at&ocirc;mica do mundo. A companhia francesa Areva poder&aacute; construir v&aacute;rios reatores na &Iacute;ndia. Nova D&eacute;lhi tamb&eacute;m prev&ecirc; comprar 126 avi&otilde;es de combate Rafale, da empresa francesa Dassault Aviation, em um acordo que, segundo se informou, superaria os US$ 10 bilh&otilde;es. A Areva acaba de estabelecer uma subsidi&aacute;ria na &Iacute;ndia, a Dassault Aircraft Services India Private Limited.</p>
<p>Funcion&aacute;rios da embaixada indiana em Paris disseram &agrave; IPS que a Fran&ccedil;a n&atilde;o concede &quot;nenhum tipo de ajuda bilateral&quot;. Mas Nova D&eacute;lhi fornece bolsas a estudantes franceses nos campos da medicina e das artes tradicionais. &quot;A &Iacute;ndia deixou de aceitar ajuda de muitos pa&iacute;ses, inclusive da Fran&ccedil;a&quot;, informou um porta-voz da sede diplom&aacute;tica. Esses passos s&atilde;o um sinal de que a &Iacute;ndia est&aacute; &quot;mudando de lugar no mundo&quot;, segundo Greening.</p>
<p>Por sua vez, o jornal The Times of India sugeriu que agora Nova D&eacute;lhi pode dizer &agrave; Gr&atilde;-Bretanha: &quot;N&atilde;o, obrigado pela tacanha ajuda&quot;. Contudo, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais temem que os 360 milh&otilde;es de pessoas que ainda sobrevivem na extrema pobreza na &Iacute;ndia sejam ainda mais afetadas por esta abrupta mudan&ccedil;a de pol&iacute;tica.</p>
<p>&quot;A &Iacute;ndia pode ser um pa&iacute;s de renda m&eacute;dia agora, mas ainda tem os mais altos n&iacute;veis de desnutri&ccedil;&atilde;o infantil no mundo&quot;, afirmou Matt Davies, chefe de pol&iacute;ticas internacionais da ATD Fourth World, grupo que luta contra a pobreza, com sede na Fran&ccedil;a. &quot;Temos de ver para onde vai a ajuda e garantir que os mais pobres dos pobres n&atilde;o sofram pelas redu&ccedil;&otilde;es de fundos&quot;, disse &agrave; IPS. &quot;P&ocirc;r fim &agrave; ajuda financeira pode ter s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias para os que est&atilde;o em maior risco, em um pa&iacute;s onde um dos principais problemas &eacute; a desigualdade&quot;, alertou. Envolverde/IPS                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>Novas cepas do HIV alarmam cientistas indianos</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 09:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ranjit Devraj Nova D&#233;lhi, &#205;ndia, 3/12/2012 (IPS) &#8211; Embora na &#250;ltima a &#205;ndia tenha reduzido drasticamente o avan&#231;o do HIV, novas cepas do v&#237;rus causador da aids preocupam seus cientistas. O Programa Conjunto das Na&#231;&#245;es Unidas sobre HIV/aids (Onusida) elogia em seu informe 2012 a &#205;ndia por seu desempenho &#34;particularmente bom&#34; nos esfor&#231;os para reduzir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ranjit Devraj</p>
<p><strong>Nova D&eacute;lhi, &Iacute;ndia, 3/12/2012 (IPS) &#8211; Embora na &uacute;ltima a &Iacute;ndia tenha reduzido drasticamente o avan&ccedil;o do HIV, novas cepas do v&iacute;rus causador da aids preocupam seus cientistas.                        </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16361"></span></p>
<p> O Programa Conjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre HIV/aids (Onusida) elogia em seu informe 2012 a &Iacute;ndia por seu desempenho &quot;particularmente bom&quot; nos esfor&ccedil;os para reduzir pela metade a quantidade de novas infec&ccedil;&otilde;es em adultos entre 2000 e 2009.</p>
<p>Mas neste pa&iacute;s &#8211; com 2,4 milh&otilde;es de pessoas com HIV, um milh&atilde;o delas recebendo tratamento antirretroviral &#8211; ter&aacute; que prestar aten&ccedil;&atilde;o ao fato provado de que o tipo 1 do v&iacute;rus da defici&ecirc;ncia imunol&oacute;gica humana (HIV-1), o mais comum e patog&ecirc;nico, passou por um processo de evolu&ccedil;&atilde;o bastante r&aacute;pido.</p>
<p>Das v&aacute;rias fam&iacute;lias gen&eacute;ticas, o subtipo C do HIV-1 responde por quase 99% das infec&ccedil;&otilde;es na &Iacute;ndia, e tamb&eacute;m tem presen&ccedil;a significativa na China, &Aacute;frica do Sul e no Brasil.</p>
<p>Agora, cientistas que trabalham no Centro Jawaharlal Nehru para as Pesquisas Cient&iacute;ficas Avan&ccedil;adas (JNCASR), em Bangalore, encontraram uma fam&iacute;lia de cinco novas cepas do subtipo C do HIV-1, duas delas parecem estar superando a cepa padr&atilde;o.</p>
<p>&quot;O estudo &eacute; o primeiro de seu tipo a identificar que uma fam&iacute;lia importante de HIV-1 est&aacute; passando por uma modifica&ccedil;&atilde;o evolutiva&quot;, disse &agrave; IPS o professor Ranga Udaya Kumar, da unidade de biologia molecular e gen&eacute;tica do JNCASR. Kumar disse que embora os estudos feitos no Centro n&atilde;o mostrem que as novas cepas sejam &quot;mais patog&ecirc;nicas&quot;, h&aacute; motivos para crer que s&atilde;o &quot;mais infecciosas&quot;.</p>
<p>Os resultados do estudo do JNCASR foram publicados pela primeira vez pela Sociedade de Bioqu&iacute;mica e Biologia Molecular dos Estados Unidos, na edi&ccedil;&atilde;o do dia 6 destemes do Journal of biological Chemistry.</p>
<p>&quot;As novas cepas virais parecem conter um promotor viral mais forte&quot;, disse Mahesh Bachu, que liderou a equipe de cientistas do Centro. um promotor &eacute; uma regi&atilde;o do acido desoxirribonucleico (DNA) que codifica qualquer prote&iacute;na que a c&eacute;lula esteja tentando produzir. Em outras palavras, se prev&ecirc; que um v&iacute;rus com um promotor mais forte produza mais &quot;v&iacute;rus filhos&quot; e se propague mais rapidamente em uma popula&ccedil;&atilde;o de acolhida. &quot;Nos testes de laborat&oacute;rio se descobriu que as novas cepas de HIV fazem mais v&iacute;rus filhos do que as cepas virais padr&otilde;es&quot;, disse Bachu.</p>
<p>Os retrov&iacute;rus que causam a aids se reproduzem traduzindo seu &aacute;cido ribonucleico (ARN) em DNA, usando uma enzima chamada transcriptasa reversa. O DNA resultante se inseri no de uma c&eacute;lula anfitri&atilde; e se reproduz junto com a c&eacute;lula e suas filhas.</p>
<p>&quot;Al&eacute;m de fazer mais v&iacute;rus filhos, as pessoas infectadas com as novas cepas do HIV parecem conter mais v&iacute;rus em seu sangue&quot;, disse Bachuy &agrave; IPS, acrescentando que os dados em que o estudo se baseou foram gerados a partir de 165 amostras extra&iacute;das de hospitais em diversas partes do pa&iacute;s.</p>
<p>Entre as institui&ccedil;&otilde;es que colaboraram com o estudo figuram o Centro YRG para a Pesquisa e Educa&ccedil;&atilde;o sobre Aids (YRG CARE), em Chennai; Academia Nacional St John de Ci&ecirc;ncias de Sa&uacute;de, em Bangalore; Instituto Nacional de Sa&uacute;de Mental e Ci&ecirc;ncias Neurol&oacute;gicas, em Bangalore, e o Instituto Indiano de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, em Nova D&eacute;lhi.</p>
<p>As conclus&otilde;es cl&iacute;nicas foram substanciadas por experimentos de laborat&oacute;rio, usando estrat&eacute;gias virais, imunol&oacute;gicas e moleculares, disse Bachu. &quot;Um processo similar de evolu&ccedil;&atilde;o viral tamb&eacute;m foi observado na &Aacute;frica do Sul, China e no sul do Brasil, pa&iacute;ses que t&ecirc;m a mesma fam&iacute;lia de HIV-1&quot;, explicou.</p>
<p>De modo significativo, quando Bachu e sua equipe observaram pela primeira vez as novas cepas, em estudos anteriores entre 2000 e 2003, sua preval&ecirc;ncia foi bastante baixa, de aproximadamente um a dois por cento de cada uma das cinco variantes. Uma d&eacute;cada depois, a preval&ecirc;ncia de tr&ecirc;s dos cinco novos grupos de HIV-1 se multiplicou, e um dos grupos aumentou de dois por cento no per&iacute;odo 2000-2003 para entre 20% e 30% em 2010-2011.</p>
<p>De acordo com Bachu, &eacute; importante que os sujeitos infectados com a cepa 4-kappaB, mais nova, mostrem mais v&iacute;rus em seu plasma do que os infectados com a pr&eacute;-existente cepa 3-kappaB. &quot;&Eacute; poss&iacute;vel que uma carga viral maior permita uma vantagem potencializada de transmiss&atilde;o a cepas 4-kappaB do HIV, contribuindo com uma exitosa propaga&ccedil;&atilde;o dos novos v&iacute;rus&quot;, disse Bachu.</p>
<p>Para Kumar, &quot;as conclus&otilde;es apresentam v&aacute;rias perguntas com s&eacute;rias implica&ccedil;&otilde;es para o estado dos v&iacute;rus, sua evolu&ccedil;&atilde;o e o manejo da doen&ccedil;a. A mais importante dessas preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute; a possibilidade de as novas cepas alterarem a paisagem da demografia do HIV na &Iacute;ndia&quot;, acrescentou.</p>
<p>Mas, tanto Kumar quanto Bachu alertam que os dados do JNCASR deveriam somente chamar &agrave; reflex&atilde;o e n&atilde;o serem considerados conclusivos. O JNCASR e seus colaboradores agora fazem estudos cl&iacute;nicos de observa&ccedil;&atilde;o para determinar se as novas cepas do HIV s&atilde;o mais infecciosas do que a existente.</p>
<p>Isto significa que o que os cientistas querem ver &eacute; &quot;se as novas cepas t&ecirc;m probabilidades de causar uma r&aacute;pida progress&atilde;o para a aids&quot;, explicou &agrave; IPS o chefe-m&eacute;dico doYRG CARE, Nagalingeswaran Kumarasamy. Segundo ele, tal com as coisas est&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; motivo para alarme. &quot;Precisamos estudar mais as novas cepas e ver, por exemplo, se h&aacute; necessidade de iniciar terapia antirretroviral antes do usual&quot;, disse. Envolverde/IPS                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>Idosos da &#205;ndia sem prote&#231;&#227;o social</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 07:18:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[K.S. Hari Krishnan Nova D&#233;lhi, &#205;ndia, 13/11/2012 (IPS) &#8211; &#192; meia-noite de 12 de outubro, George Puthenveettil, um vi&#250;vo de 91 anos da aldeia de Kalanjur, no Estado indiano de Kerala, foi brutalmente torturado e colocado para fora de sua pr&#243;pria casa por seu &#250;nico filho, que o acusava de &#34;n&#227;o ganhar dinheiro&#34;. Este homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>K.S. Hari Krishnan</p>
<p> <div id="attachment_16352" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.ibsanews.com/library/1511127.jpg"><img class="size-medium wp-image-16352" title="Muitos idosos indianos dependem de familiares devido &Atilde;&nbsp; falta de um adequado sistema de assist&Atilde;&ordf;ncia social. &#47; K.S. Hari Krishnan&#47;IPS" src="http://www.ibsanews.com/pt/library/1511127.jpg" alt="Muitos idosos indianos dependem de familiares devido &Atilde;&nbsp; falta de um adequado sistema de assist&Atilde;&ordf;ncia social. &#47; K.S. Hari Krishnan&#47;IPS" width="200" height="131" /></a><p class="wp-caption-text">Muitos idosos indianos dependem de familiares devido &Atilde;&nbsp; falta de um adequado sistema de assist&Atilde;&ordf;ncia social. &#47; K.S. Hari Krishnan&#47;IPS</p></div> <strong>Nova D&eacute;lhi, &Iacute;ndia, 13/11/2012  (IPS) &#8211; &Agrave; meia-noite de 12 de outubro, George Puthenveettil, um vi&uacute;vo de 91 anos da aldeia de Kalanjur, no Estado indiano de Kerala, foi brutalmente torturado e colocado para fora de sua pr&oacute;pria casa por seu &uacute;nico filho, que o acusava de &quot;n&atilde;o ganhar dinheiro&quot;.                        </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16352"></span></p>
<p>Este homem vagou pelas ruas de sua aldeia por horas at&eacute; chegar a um abrigo no distrito de Pathanapuram, com ajuda de outras pessoas. Ele dependia financeiramente de seu filho e apanhava frequentemente por esse motivo, informou a pol&iacute;cia.</p>
<p>Para muitos indianos o envelhecimento &eacute; um processo traum&aacute;tico, no qual se tornam completamente dependentes de familiares ou amigos, devido &agrave; aus&ecirc;ncia de um adequado sistema de assist&ecirc;ncia social ou de um plano de pens&otilde;es do governo. O destacado dem&oacute;grafo e presidente da unidade de pesquisa sobre migra&ccedil;&otilde;es internacionais no Minist&eacute;rio de Assuntos Indianos no Exterior, Irudaya Rajan, expressou preocupa&ccedil;&atilde;o pela crescente inseguran&ccedil;a que sofrem os idosos neste pa&iacute;s.</p>
<p>Rajan disse &agrave; IPS que uma das principais necessidades desse setor da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; ter renda est&aacute;vel. H&aacute; anos, &quot;os valores tradicionais e as cren&ccedil;as religiosas protegiam bastante os idosos&quot;. Contudo, hoje, as dificuldades econ&ocirc;micas e o enfraquecimento do sistema familiar est&atilde;o &quot;minando drasticamente a base de apoio dos idosos&quot;, alertou. &quot;Muitos deles t&ecirc;m que trabalhar mesmo ap&oacute;s se aposentarem, devido &agrave; inadequada assist&ecirc;ncia social e aos poucos recursos financeiros&quot;, acrescentou.</p>
<p>Um informe do Fundo de Popula&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (UNFPA), divulgado em Nova D&eacute;lhi, indica que este pa&iacute;s tinha 90 milh&otilde;es de idosos em 2011, e espera-se que o n&uacute;mero cres&ccedil;a para 173 milh&otilde;es at&eacute; 2026. Desses 90 milh&otilde;es, 30 milh&otilde;es vivem sozinhos e 90% trabalham para sobreviver. Especialistas estimam que apenas 8% dos 460 milh&otilde;es de pessoas que formam a for&ccedil;a de trabalho indiana contam com assist&ecirc;ncia social. A popula&ccedil;&atilde;o total deste pa&iacute;s supera 1,2 bilh&atilde;o de habitantes.</p>
<p>Mais de 94% dos indianos que trabalham o fazem no setor informal, como propriet&aacute;rios de armaz&eacute;ns, artes&atilde;os, agricultores ou em outras atividades. Gopal Krishnan, economista da cidade de Chennai, disse &agrave; IPS que &quot;n&atilde;o h&aacute; cobertura de assist&ecirc;ncia social para as pessoas no setor informal, que representam metade do produto interno bruto (PIB) da &Iacute;ndia&quot;.</p>
<p>Em 2006, a Comiss&atilde;o Nacional para Empresas Informais recomendou que o governo criasse um sistema de seguran&ccedil;a social para fornecer o m&iacute;nimo n&iacute;vel de benef&iacute;cios aos trabalhadores desse setor ao se aposentarem. At&eacute; agora, o governo n&atilde;o p&ocirc;de adotar uma pol&iacute;tica ampla que atenda os problemas dos idosos. O Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a Social e Empoderamento elaborou o rascunho de um plano em 1999, mas nunca foi implantado.</p>
<p>Analistas afirmam que os idosos da &Iacute;ndia sofrem numerosos problemas de sa&uacute;de e familiares, t&ecirc;m dificuldades econ&ocirc;micas e incertezas na hora de buscar lugar onde viver, s&atilde;o v&iacute;timas de disparidades de g&ecirc;nero e desigualdades entre o campo e a cidade, s&atilde;o deslocados e obrigados a morar em assentamentos irregulares. No entanto, Udaya Shankar Mishra, dem&oacute;grafo principal do Centro para Estudos de Desenvolvimento em Thiruvananthapuram, acredita que o atual perfil dos idosos da &Iacute;ndia pode mudar.</p>
<p>&quot;Com pol&iacute;ticas adequadas, a ideia de que os idosos s&atilde;o uma carga pode ser modificada, e pode-se fazer com que tenham um envelhecimento ativo e saud&aacute;vel&quot;, declarou Mishra &agrave; IPS. &quot;Com limitados recursos, devemos adotar mudan&ccedil;as vi&aacute;veis nas pol&iacute;ticas para lidar com a crise dos idosos. Isto exige um estudo detalhado sobre sua situa&ccedil;&atilde;o, desde sua sa&uacute;de e mortalidade, at&eacute; seu bem-estar econ&ocirc;mico e emocional&quot;, enfatizou.</p>
<p>Dados do Censo Nacional de 2011 mostram que a porcentagem de idosos que vivem sozinhos ou com seu c&ocirc;njuge &eacute; de 45% nos Estados de Tamil Nadu, Goa, Himachal Pradesh, Maharashtra, Punjab e Kerala. Especialistas em sa&uacute;de indicam que os idosos indianos s&atilde;o altamente propensos a doen&ccedil;as card&iacute;acas, desordens respirat&oacute;rias e renais, diabete, hipertens&atilde;o, dificuldades neurol&oacute;gicas e problemas de pr&oacute;stata.</p>
<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Nacional de Pesquisas por Amostragem calcula que um em cada dois idosos na &Iacute;ndia sofre de pelo menos uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, o que exige cuidados m&eacute;dicos por toda a vida. A &uacute;ltima informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel, obtida no per&iacute;odo 1995-1996, revela que 75% dos idosos indianos t&ecirc;m pelo menos uma limita&ccedil;&atilde;o na vista, no ouvido, na fala ou na capacidade de caminhar ou raciocinar.</p>
<p>Shanti Johnson, professora da Faculdade de Cinesiologia e Estudos da Sa&uacute;de da Universidade de Regina, no Canad&aacute;, estima que cerca de 8% dos idosos indianos est&atilde;o imobilizados por doen&ccedil;as f&iacute;sicas, com uma desproporcional maioria de idosas nesse Estado. &quot;A taxa m&eacute;dia de hospitaliza&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s &eacute; de 7.633 para cada cem mil idosos. H&aacute; tamb&eacute;m uma consider&aacute;vel diferen&ccedil;a de g&ecirc;nero, com uma propor&ccedil;&atilde;o muito maior de homens internados com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres idosas&quot;, acrescentou.</p>
<p>Diante disso, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais pedem &agrave;s autoridades que destinem mais fundos para a cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;mero maior de abrigos para idosos, cl&iacute;nicas de fisioterapia e abrigos tempor&aacute;rios. Envolverde/IPS                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>&#205;ndia aposta em rem&#233;dios gr&#225;tis para todos</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 06:49:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Zofeen Ebrahim Pequim, China, 12/11/2012 (IPS) &#8211; Com a expans&#227;o de um ambicioso programa de sa&#250;de universal no Estado indiano de Rajasthan, o descontentamento dos m&#233;dicos &#233; indiretamente proporcional &#224; alegria dos 68 milh&#245;es de pessoas que se beneficiar&#227;o dele. H&#225; pouco mais de um ano, o governo estadual come&#231;ou a fornecer gr&#225;tis e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Zofeen Ebrahim</p>
<p> <div id="attachment_16350" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.ibsanews.com/library/1511121.jpg"><img class="size-medium wp-image-16350" title="Protestos de pessoas com HIV em Nova D&Atilde;&copy;lhi. &#47; Mathur&#47;IPS" src="http://www.ibsanews.com/pt/library/1511121.jpg" alt="Protestos de pessoas com HIV em Nova D&Atilde;&copy;lhi. &#47; Mathur&#47;IPS" width="200" height="134" /></a><p class="wp-caption-text">Protestos de pessoas com HIV em Nova D&Atilde;&copy;lhi. &#47; Mathur&#47;IPS</p></div> <strong>Pequim, China, 12/11/2012  (IPS) &#8211; Com a expans&atilde;o de um ambicioso programa de sa&uacute;de universal no Estado indiano de Rajasthan, o descontentamento dos m&eacute;dicos &eacute; indiretamente proporcional &agrave; alegria dos 68 milh&otilde;es de pessoas que se beneficiar&atilde;o dele.                        </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16350"></span></p>
<p>H&aacute; pouco mais de um ano, o governo estadual come&ccedil;ou a fornecer gr&aacute;tis e de forma maci&ccedil;a medicamentos gen&eacute;ricos, privando os m&eacute;dicos de receitarem variedades mais caras e de marca.</p>
<p>Atualmente s&atilde;o distribu&iacute;dos cerca de 350 rem&eacute;dios gen&eacute;ricos gratuitamente, o que levou ao aumento de 60% no n&uacute;mero de pacientes ambulatoriais e de 30% dos internados, apesar da superpopula&ccedil;&atilde;o, da falta de pessoal nos hospitais p&uacute;blicos e de as pessoas terem que percorrer longas dist&acirc;ncias at&eacute; chegarem a um deles. Aproximadamente 200 mil pessoas j&aacute; estariam se beneficiando do programa, segundo a imprensa.</p>
<p>&quot;Isto rompeu a conveniente rela&ccedil;&atilde;o que gozaram m&eacute;dicos e laborat&oacute;rios durante d&eacute;cadas&quot;, disse Nirmal Kumar Gurbani, assessor da Corpora&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os M&eacute;dicos de Rajasthan, criada pelo ministro-chefe, Ashok Gehlot, para gerir o programa. O especialista falou durante o Segundo Simp&oacute;sio Mundial de Pesquisas sobre Sistemas de Sa&uacute;de, realizado na semana passada em Pequim.</p>
<p>Gurbani, tamb&eacute;m professor do Instituto Indiano de Pesquisa e Gest&atilde;o em Sa&uacute;de, disse que o &quot;modelo Rajasthan&quot; &eacute; usado como piloto para uma iniciativa semelhante em escala nacional, e que poderia oferecer medicamentos gr&aacute;tis aos 1,2 bilh&atilde;o de habitantes do pa&iacute;s. Um dos objetivos do programa &eacute; acabar com a manipula&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os por parte das farm&aacute;cias e dos laborat&oacute;rios.</p>
<p>&quot;Por exemplo, a Cipla fabrica tr&ecirc;s tipos de comprimidos para gripe com os mesmos componentes. Vende o gen&eacute;rico para as farm&aacute;cias ao pre&ccedil;o por atacado de duas r&uacute;pias (US$ 0,03) por caixa com dez comprimidos, e as vers&otilde;es de marca vende por 23 r&uacute;pias (US$ 0,42)&quot;, contou Gurbani &agrave; IPS. &quot;A farm&aacute;cia revende os tr&ecirc;s por um valor entre 27 e 29 r&uacute;pias (entre US$ 0,50 e US$ 0,72), segundo o pre&ccedil;o de lista. Assim, o paciente fica &agrave; merc&ecirc; de m&eacute;dicos e farm&aacute;cias e tomar&aacute; o que lhe for recomendado&quot; pelo profissional, acrescentou.</p>
<p>Para enfrentar esta pr&aacute;tica, o governo compra os gen&eacute;ricos diretamente do fabricante, e &quot;criou uma infraestrutura para fornec&ecirc;-los diretamente aos pacientes por interm&eacute;dio de 13.874 centros de distribui&ccedil;&atilde;o&quot; aprovados, explicou Gurbani. Os pacientes em tratamento com doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, como diabete ou cardiopatias, agora podem assumir os custos. &quot;Uma marca particular de rem&eacute;dio para diabete custa 117 r&uacute;pias (US$ 2,17), mas n&oacute;s compramos dez comprimidos gen&eacute;ricos por 1,97 r&uacute;pia (US$ 0,036)&quot;, detalhou Gurbani, ressaltando que a diferen&ccedil;a de pre&ccedil;o n&atilde;o compromete a efic&aacute;cia nem a qualidade do tratamento.</p>
<p>Gurbani, ex-secret&aacute;rio do Comit&ecirc; de Listagem de Medicamentos Essenciais para o governo de Rajasthan, pontou que o gasto m&eacute;dico &eacute; a segunda causa mais comum de endividamento em &aacute;reas rurais. Com base em dados oficiais, disse na confer&ecirc;ncia de Pequim que mais de 40% dos pacientes hospitalizados na &Iacute;ndia devem pedir um empr&eacute;stimo ou vender bens para enfrentar o custo do tratamento, e que estes gastos deixaram na pobreza 35% deles. Na verdade, os custos inacess&iacute;veis fizeram com que 23% das pessoas doentes deixassem de consultar um m&eacute;dico. E o gasto com sa&uacute;de atingiu cifras astron&ocirc;micas em raz&atilde;o da falta de profissionais.</p>
<p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), a &Iacute;ndia tem 6,5 m&eacute;dicos para cada dez mil pacientes. Menos da metade da China, onde s&atilde;o 14,2, e bem abaixo da Gr&atilde;-Bretanha, com 27,4. Apenas os rem&eacute;dios constituem entre 50% e 80% do custo da sa&uacute;de na &Iacute;ndia, pa&iacute;s considerado a &quot;farm&aacute;cia do mundo&quot;, lamentou Gurbani. A ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica indiana &eacute; a terceira do mundo por seu volume, com produ&ccedil;&atilde;o anual equivalente a US$ 25 bilh&otilde;es, e vendas locais de US$ 12 bilh&otilde;es.</p>
<p>A exporta&ccedil;&atilde;o de medicamentos chegou a US$ 13,2 bilh&otilde;es no ano passado, e o governo prev&ecirc; chegar a US$ 25 bilh&otilde;es at&eacute; mar&ccedil;o de 2014. No entanto, destacou Gurbani, &quot;dois ter&ccedil;os da popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem acesso regular a rem&eacute;dios essenciais&quot;. Segundo ele, &quot;Rajasthan tem um movimento popular muito forte, e com gente como Samit Sharma &agrave; frente da Corpora&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os M&eacute;dicos de Rajasthan, isto estava destinado a dar certo&quot;.</p>
<p>Ravi Narayan, m&eacute;dico especializado em sa&uacute;de p&uacute;blica e integrante da Rede Toda &Iacute;ndia de A&ccedil;&atilde;o por Medicamentos, disse &agrave; IPS que Tamil Nadu, um Estado com 72 milh&otilde;es de pessoas, tamb&eacute;m oferece rem&eacute;dios gratuitos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e que Karnataka segue esse modelo. Ao apontar para uma cobertura de sa&uacute;de universal na &Iacute;ndia dentro de dois anos, j&aacute; foram or&ccedil;ados US$ 55,9 milh&otilde;es para financiar o programa em escala nacional, que se espera forne&ccedil;a medicamentos gratuitos a 52% da popula&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2017. O governo entrar&aacute; com 75% do total e os Estados dividir&atilde;o o restante.</p>
<p>O projeto de cobertura de sa&uacute;de universal da &Iacute;ndia cont&eacute;m muitos aspectos do implantado em Rajasthan, como a compra centralizada, as regula&ccedil;&otilde;es para garantir que os m&eacute;dicos receitem rem&eacute;dios gen&eacute;ricos e n&atilde;o de marca, uma lista dos medicamentos &quot;permitidos&quot; e uma distribui&ccedil;&atilde;o restrita a centros de sa&uacute;de estatais. &quot;&Eacute; poss&iacute;vel n&atilde;o apenas na &Iacute;ndia, mas em todo o mundo&quot;, insistiu Gurbani.</p>
<p>&quot;Conceitualmente, o modelo &eacute; s&oacute;lido, mas h&aacute; dificuldades pol&iacute;ticas&quot;, disse &agrave; IPS o diretor executivo da Alian&ccedil;a para a Pesquisa de Sistemas de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de da OMS, Abdul Ghaffer. &quot;Deve haver uma harmonia entre governo central, os 28 Estados e os sete territ&oacute;rios da uni&atilde;o da &Iacute;ndia&quot;, ressaltou. Com um sistema de sa&uacute;de p&uacute;blica j&aacute; carente de recursos e com problemas para cobrir as necessidades de seus 1,2 bilh&atilde;o de habitantes, 40% dos quais s&atilde;o pobres, trata-se de um grande desafio ampliar o programa para todo o pa&iacute;s. Envolverde/IPS                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>BIODIVERSIDADE-&#205;NDIA&#058; Desenvolvimento sufoca comunidades</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Oct 2012 10:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mudança climática, meio ambiente e energia]]></category>
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		<description><![CDATA[Keya Acharya Hyderabad, &#205;ndia, 16/10/2012 (IPS) &#8211; Ativistas aproveitam a XI Confer&#234;ncia das Partes (COP 11) do Conv&#234;nio sobre a Diversidade Biol&#243;gica (CDB), que acontece nesta cidade da &#205;ndia, para denunciar a marginaliza&#231;&#227;o que sofrem as comunidades. A Sociedade de Hist&#243;ria Natural de Mumbai, Kalpavriksh, Greenpeace na &#205;ndia, Campanha para a Prote&#231;&#227;o Costeira, Funda&#231;&#227;o Dakshin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Keya Acharya</p>
<p> <div id="attachment_16345" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.ibsanews.com/library/India.jpg"><img class="size-medium wp-image-16345" title="Lakshmi participa de atividades na COP 11. &#47; Keya Acharva&#47;IPS" src="http://www.ibsanews.com/pt/library/India.jpg" alt="Lakshmi participa de atividades na COP 11. &#47; Keya Acharva&#47;IPS" width="200" height="148" /></a><p class="wp-caption-text">Lakshmi participa de atividades na COP 11. &#47; Keya Acharva&#47;IPS</p></div> <strong>Hyderabad, &Iacute;ndia, 16/10/2012 (IPS) &#8211; Ativistas aproveitam a XI Confer&ecirc;ncia das Partes (COP 11) do Conv&ecirc;nio sobre a Diversidade Biol&oacute;gica (CDB), que acontece nesta cidade da &Iacute;ndia, para denunciar a marginaliza&ccedil;&atilde;o que sofrem as comunidades.                         </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16345"></span></p>
<p>A Sociedade de Hist&oacute;ria Natural de Mumbai, Kalpavriksh, Greenpeace na &Iacute;ndia, Campanha para a Prote&ccedil;&atilde;o Costeira, Funda&ccedil;&atilde;o Dakshin e PondyCAN s&atilde;o algumas das organiza&ccedil;&otilde;es que responsabilizam portos, centrais de energia, estaleiros e projetos de aquicultura por afetar o meio ambiente e amea&ccedil;ar a pesca artesanal.</p>
<p>Est&aacute; prevista a constru&ccedil;&atilde;o de nada menos que 15 centrais de energia, seis portos e seis grandes estaleiros em uma faixa de 150 quil&ocirc;metros na costa ocidental indiana, no Estado de Maharashtra, afirmaram delegados presentes &agrave; Confer&ecirc;ncia, que acontece entre 8 e 19 deste m&ecirc;s. Enquanto isso, na costa leste, no Estado de Andhra Pradesh, onde acontece este encontro, j&aacute; est&aacute; em andamento a cria&ccedil;&atilde;o de dez novos portos e 15 projetos de energia termal.</p>
<p>Al&eacute;m disso, o governo desse Estado prop&ocirc;s a cria&ccedil;&atilde;o de 70 &quot;zonas econ&ocirc;micas especiais&quot; em 15 de seus 23 distritos, incluindo um grande corredor costeiro que ter&aacute; aeroportos, terminais mar&iacute;timos, complexos petroqu&iacute;micos e outras ind&uacute;strias. &quot;Nenhuma das avalia&ccedil;&otilde;es de impacto ambiental feitas pelo Minist&eacute;rio do Meio Ambiente e Florestas levou em conta a contamina&ccedil;&atilde;o termal do mar&quot;, disse Ashish Kothari, da organiza&ccedil;&atilde;o Kalpavriksh. &quot;Nosso sistema de avalia&ccedil;&atilde;o de impacto ambiental &eacute; defeituoso&quot;, afirmou &agrave; IPS.</p>
<p>Por outro lado, os projetos de conserva&ccedil;&atilde;o marinha existentes n&atilde;o consideram as necessidades das comunidades locais, disse o Coletivo de Apoio aos Pescadores. Por exemplo, no Estado litor&acirc;neo de Tamil Nadu, perto do Golfo de Mannar, o sustento de toda uma comunidade est&aacute; amea&ccedil;ado porque as mulheres j&aacute; n&atilde;o podem desenvolver sua tarefa tradicional de captura de algas marinhas.</p>
<p>Essa &aacute;rea foi declarada parque marinho nacional e ficou sob a prote&ccedil;&atilde;o do Departamento de Florestas, afetando as comunidades que dependem da coleta de algas para sua subsist&ecirc;ncia. Essa pr&aacute;tica foi proibida pelo departamento sob o pretexto de que afetava os corais. Contudo, as autoridades n&atilde;o objetam um grande parque nuclear que ser&aacute; instalado na vizinha Koodankulam, e que poderia elevar as temperaturas das &aacute;guas costeiras, o que causa branqueamento dos corais.</p>
<p>As algas marinhas s&atilde;o usadas tradicionalmente para fabricar cosm&eacute;ticos e medicamentos. Crescem sobre corais mortos e s&atilde;o cultivadas de forma sustent&aacute;vel, em particular por mulheres, que com esta atividade contribuem para aumentar a renda de suas fam&iacute;lias. &quot;Coletamos algas desde a &eacute;poca de nossos av&oacute;s&quot;, disse Lakshmi, uma mulher de 52 anos do distrito de Ramanathapuram, ao falar a uma audi&ecirc;ncia paralela &agrave;s delibera&ccedil;&otilde;es da COP 11. &quot;Dependemos da coleta de algas para nossa subsist&ecirc;ncia. Por que destruir&iacute;amos os corais?&quot;, perguntou.</p>
<p>As mulheres disseram que n&atilde;o foram consultadas quando da demarca&ccedil;&atilde;o das fronteiras do parque, e acusaram o Departamento de Florestas de afetar e impedir a pesca artesanal. Os funcion&aacute;rios desse &oacute;rg&atilde;o &quot;tiveram que pedir nossa ajuda recentemente para apagar um inc&ecirc;ndio que, provavelmente, come&ccedil;ou por causa de uma ponta de cigarro jogada imprudentemente por um dos guardas&quot;, contou Lakshmi, ao explicar o conhecimento especial da &aacute;rea que a comunidade possui e sua experi&ecirc;ncia na manuten&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais.</p>
<p>&quot;N&atilde;o se pode preservar um ecossistema expulsando as pessoas&quot;, disse V. Vivekanandan, da Federa&ccedil;&atilde;o de Pesca do Sul da &Iacute;ndia. &quot;O departamento precisa usar as capacidades locais para administrar a pesca&quot;, acrescentou. Por sua vez, a Funda&ccedil;&atilde;o de Pesquisa M. S. Swaminathan lan&ccedil;ou v&aacute;rias iniciativas de conserva&ccedil;&atilde;o. Uma delas, focada na prote&ccedil;&atilde;o dos mangues, incluindo um processo de consulta nacional intitulado &quot;Assegurando as linhas costeiras e as subsist&ecirc;ncias&quot;, no come&ccedil;o deste ano. O processo concluiu com recomenda&ccedil;&otilde;es para ado&ccedil;&atilde;o de um novo enfoque para a conserva&ccedil;&atilde;o costeira e mar&iacute;tima, que contemple o bem-estar das comunidades locais. Mas os resultados da consulta ainda n&atilde;o encontraram eco no setor pol&iacute;tico.</p>
<p>Ao defender o princ&iacute;pio de soberania nacional sobre os recursos biol&oacute;gicos, o CDB espera que agricultores, pescadores e criadores de animais estejam no centro dos esfor&ccedil;os para preservar a biodiversidade. A pr&oacute;pria Lei de Biodiversidade da &Iacute;ndia, criada em linha com o CDB, exige &quot;consultas&quot; &agrave;s comunidades locais, mas ainda h&aacute; muitos casos de popula&ccedil;&otilde;es expulsas &agrave; for&ccedil;a de suas terras ou de &aacute;reas de pesca tradicionais para a realiza&ccedil;&atilde;o de megaprojetos.</p>
<p>O secret&aacute;rio-executivo do Coletivo de Apoio aos Pescadores, Chandrika Sharma, denunciou a ironia de os habitantes da costa, especialmente as mulheres, serem afetados pelas pol&iacute;ticas de desenvolvimento e conserva&ccedil;&atilde;o. &quot;Suas atividades s&atilde;o afetadas por pol&iacute;ticas governamentais que pro&iacute;bem a pesca em &aacute;reas protegidas, enquanto permitem projetos de desenvolvimento&quot;, acrescentou. &quot;As comunidades locais podem ter um importante papel na administra&ccedil;&atilde;o dos recursos, pois est&atilde;o ali por gera&ccedil;&otilde;es e s&atilde;o os que conhecem melhor os ecossistemas&quot;, ressaltou. Envolverde/IPS                                                            </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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		<title>&#205;ndia dividida quanto &#224; presen&#231;a de multinacionais do varejo</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2012 09:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comércio e desenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Sujoy Dhar Kolkata/Nova D&#233;lhi, &#205;ndia, 4/10/2012 (IPS) &#8211; Milhares de comerciantes do mercado Stuart Hogg, na cidade indiana de Kolkata, s&#243; falam sobre uma coisa: o que far&#227;o quando as empresas transnacionais invadirem seu hist&#243;rico centro comercial. Tamb&#233;m conhecido como Novo Mercado, o local foi aberto em 1874 quando Kolkata ainda era a capital da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sujoy Dhar</p>
<p> <div id="attachment_16337" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.ibsanews.com/library/c21-300x164.jpg"><img class="size-medium wp-image-16337" title="Pequenos comerciantes da cidade indiana de Kolkata fecham seus com&Atilde;&copy;rcios em protesto contra a chegada de grandes redes multinacionais" src="http://www.ibsanews.com/pt/library/c21-300x164.jpg" alt="Pequenos comerciantes da cidade indiana de Kolkata fecham seus com&Atilde;&copy;rcios em protesto contra a chegada de grandes redes multinacionais" width="200" height="109" /></a><p class="wp-caption-text">Pequenos comerciantes da cidade indiana de Kolkata fecham seus com&Atilde;&copy;rcios em protesto contra a chegada de grandes redes multinacionais</p></div> <strong>Kolkata/Nova D&eacute;lhi, &Iacute;ndia, 4/10/2012 (IPS) &#8211; Milhares de comerciantes do mercado Stuart Hogg, na cidade indiana de Kolkata, s&oacute; falam sobre uma coisa: o que far&atilde;o quando as empresas transnacionais invadirem seu hist&oacute;rico centro comercial.                         </p>
<p></strong></p>
<p><span id="more-16337"></span></p>
<p>Tamb&eacute;m conhecido como Novo Mercado, o local foi aberto em 1874 quando Kolkata ainda era a capital da &Iacute;ndia, sob dom&iacute;nio brit&acirc;nico, e desde ent&atilde;o tem sido reduto de vendedores locais e tradicionais. Agora, suas ruas s&atilde;o um fervedouro de d&uacute;vidas com rela&ccedil;&atilde;o ao impacto da decis&atilde;o do primeiro-ministro, Manmohan Singh, de aprovar uma reforma para permitir 51% de investimento estrangeiro direto no com&eacute;rcio varejista, o que, de fato, abre as portas para as redes gigantes de supermercados, entre outras companhias multinacionais.</p>
<p>O governo de Singh afirma que sua decis&atilde;o, que afeta os setores varejista, avia&ccedil;&atilde;o e radiodifus&atilde;o, tem o objetivo de reativar o crescimento e a confian&ccedil;a da atual terceira economia da &Aacute;sia. Por&eacute;m, os pequenos comerciantes afirmam que preparar&aacute; o caminho para que multinacionais, como a norte-americana Walmart, a brit&acirc;nica Tesco e a francesa Carrefour, explorem o enorme mercado de consumo da &Iacute;ndia, estimado em cerca de US$ 500 bilh&otilde;es.</p>
<p>&quot;Estou totalmente contra as reformas, que nos matar&atilde;o&quot;, protestou Rajkumar, comerciante de Dhakuria, no sul de Kolkata, cujo com&eacute;rcio est&aacute; repleto de todo tipo de artigos de papelaria imagin&aacute;veis. Al&eacute;m do Partido Comunista e do nacionalista hindu Bharatiya Janata, o an&uacute;ncio feito pelo governo em setembro motivou uma dura rea&ccedil;&atilde;o do Congresso Trinamool, segunda maior agrupa&ccedil;&atilde;o da coaliz&atilde;o de governo, que anunciou a retirada de seu apoio &agrave; administra&ccedil;&atilde;o de Singh e pediu a ren&uacute;ncia de seus ministros centrais.</p>
<p>A Confedera&ccedil;&atilde;o de Comerciantes Toda &Iacute;ndia (Cait) tamb&eacute;m est&aacute; muito preocupada. Anil Sharma, seu coordenador da comiss&atilde;o de pesquisa de investimentos diretos estrangeiros, disse que uns poucos vendedores poderiam melhorar com as reformas, mas muitos outros perder&atilde;o. &quot;O governo deve explicar o impacto que as reformas ter&atilde;o nos comerciantes, agricultores, pequenos e m&eacute;dios empres&aacute;rios e consumidores&quot;, disse Sharma &agrave; IPS. &quot;Deveria haver uma autoridade reguladora capaz de garantir que os pequenos comerciantes n&atilde;o sofram e que sejam constru&iacute;das c&acirc;maras frigor&iacute;ficas e armaz&eacute;ns para aumentar a infraestrutura&quot;, opinou.</p>
<p>A previs&atilde;o do governo de que o investimento direto estrangeiro criar&aacute; cerca de dez milh&otilde;es de postos de trabalho em tr&ecirc;s anos, quatro milh&otilde;es diretos e o restante em log&iacute;stica, &eacute; &quot;muito imaginativa&quot;, segundo Sharma. &quot;Para criar quatro milh&otilde;es de empregos na &Iacute;ndia em tr&ecirc;s anos, mesmo o Walmart, que tem a maior m&eacute;dia de funcion&aacute;rios por loja, ter&aacute; que abrir 18.600 supermercados, ou 644 locais em cada uma das 53 cidades ontem tem autoriza&ccedil;&atilde;o para funcionar&quot;, acrescentou. Sharma destacou que &quot;as experi&ecirc;ncias globais mostram claramente que, em lugar de gerar empregos, as megacorpora&ccedil;&otilde;es, na verdade, os reduzem&quot;.</p>
<p>A economista Jayati Ghosh disse &agrave; IPS que &quot;as opera&ccedil;&otilde;es globais do Walmart exigem muito capital. Transformar&atilde;o totalmente a cadeia de fornecimento e n&atilde;o ser&aacute; bom para o emprego&quot;. Esta professora da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova D&eacute;lhi, explicou que &quot;seu impacto sobre o mesmo ser&aacute; negativo, pois a maioria dos 40 milh&otilde;es de empregados no setor varejista &eacute; aut&ocirc;noma, e n&atilde;o poder&atilde;o competir com os grandes supermercados&quot;.</p>
<p>&quot;Uma loja do Walmart pode substituir cerca de 1.400 lojas pequenas que geram cinco mil postos de trabalho&quot;, acrescentou Ghosh. &quot;O que podemos reclamar do governo agora &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de infraestrutura para armazenar a colheita. Deveria haver mais c&acirc;maras frigor&iacute;ficas e armaz&eacute;ns&quot;, enfatizou. O vice-presidente da Comiss&atilde;o de Planejamento da &Iacute;ndia, Montek Singh Ahluwalia, disse em entrevista ao canal CNN IBN, no final de setembro, que &quot;temos um setor varejista muito ineficiente em que os agricultores recebem muito pouco e os consumidores pagam muito&quot;.</p>
<p>&quot;Se querem modernizar devem querer maior press&atilde;o a favor da qualidade do emprego&quot;, declarou Singh, grande defensor das reformas. &quot;O varejo moderno produz melhor qualidade de emprego. Se o setor diminui de aproximadamente 1% e o produto interno bruto cresce 8% ou 9%, haver&aacute; novos postos de trabalho em muitas &aacute;reas diferentes&quot;, acrescentou.</p>
<p>V&aacute;rios industriais est&atilde;o a favor da medida. Segundo Rajkumar N Dhoot, presidente da C&acirc;mara de Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Associada da &Iacute;ndia, a iniciativa tamb&eacute;m vai melhorar a imagem deste pa&iacute;s aos olhos dos investidores estrangeiros. &quot;Vivemos em um mundo globalizado. Todos sabem o quanto &eacute; prec&aacute;ria a economia global e o impacto que nossas exporta&ccedil;&otilde;es, nossos produtos e servi&ccedil;os sofreram nos mercados ocidentais&quot;, acrescentou, referindo-se &agrave; necessidade de aumentar o investimento direto estrangeiro.</p>
<p>Inclusive alguns comerciantes do Novo Mercado parecem n&atilde;o se importar com a iminente chegada de competi&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a. &quot;N&atilde;o creio que Walmart possa nos matar&quot;, disse Subir Saha, que tem uma loja de lou&ccedil;as e artigos de cozinha no local. &quot;Fomos afetados pela chegada dos centros comerciais, mas sobrevivemos e estamos aqui&quot;, disse &agrave; IPS. &quot;As pessoas compram da gente por v&aacute;rias raz&otilde;es, desde o pre&ccedil;o baixo at&eacute; as cole&ccedil;&otilde;es &uacute;nicas&quot;, disse &agrave; IPS o dono de uma loja de roupas, Farhad Ali.</p>
<p>&quot;No come&ccedil;o a situa&ccedil;&atilde;o melhorar&aacute; para alguns demandantes por empregos e consumidores. Mas isso far&aacute; parte de uma estrat&eacute;gia das companhias para se estabelecerem no mercado&quot;, disse Ghosh. &quot;Uma vez instaladas, come&ccedil;ar&atilde;o a fazer o desagrad&aacute;vel&quot;, observou, dando como exemplos Mal&aacute;sia e Tail&acirc;ndia, onde os pequenos comerciantes e agricultores sofreram o impacto da chegada das multinacionais do setor varejista. Envolverde/IPS                                        </p>
<p> (FIN/2013)</p>
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